Tuesday, November 14, 2006

Lembrando que tem um blog...

A morte do carnaval

E passaram os confetes e as lantejoulas. E o bloco e a banda passaram. Ficaram os restos de alegria, os restos da multidão. O rascunho do sorriso, a sombra das sombrinhas.
A ladeira está orfã das pisadas, dos pulos, das risadas. Está lotada das latinhas, das poças e dos pares de sandálias e sapatos abandonados. As casas já fecharam suas janelas e as portas já não estão mais escancaradas. Agora é o abre-alas para o sofrimento, para as falsidades. Agora é o tambor das frescurinhas, é o pandeiro para a lama deixada.
O que eram dentes, agora é boca fechada. O que eram rugas de alegria, agora são lágrimas.
O vento levou as bandeiras e as saias. O sol castiga as cabeças destampadas. A chuva não quer refrescar, só vai aparecer quando as espumas voltarem. A lua apenas intensifica o clima de desfecho.
Já não há sentido nas melodias, nas batidas, nas marchinhas. Não adianta ser fora de época, o bloco e a banda já passaram. Os confetes e as lantejoulas também. Já foi a vez.
Não adianta chover e criar o arco-íris. Não adianta correr e buscar a fantasia amassada. Não adianta sorrir e lembrar da data. O colorido agora já não é mais nada.

Tuesday, September 26, 2006

Parei!

Uma dúvida imperante. Uma não, duas. Duas não, várias.
Um caminho que leva ao outro. O outro que leva a um caminho.
É carreira, é dinheiro, é emprego, é medo.
É o vazio, ou o medo do vazio. É significância ou o medo de não significar porra nenhuma.
O objetivo? O objetivo é tirar tantas coisas da cabeça para não explodir. Tirar para não pirar. Tirar para deixar de angustiar.
Expira, inspira. Expira, inspira. Expira, inspira. Inspira? Inspiração já não há mais. Nem para imagens, nem para palavras. Muito menos para decifrá-las.
A verdade é que não se quer esforço. Não mais.
Chega.
Cansaço.

Tuesday, September 12, 2006

E voltamos às barcas. À ponte. Ao ver o por do sol.
Uma coisa assim, chata né? Aquele céu avermelhado, aquela bola de fogo no horizonte. Aquela baía espelhada.
Da baía, eu enxergo, de um lado, a ponte com seus pontinhos luminosos andando. Do outro, um avião decolando vez ou outra deixando pra trás umas poeira de água.
Ah, sim, o Pão de Açucar.. ficando longe..

É a minha recompensa do dia-a-dia.
Só não pode chover. Ainda não.


Mas eu trocaria isso pela Tijuca.
Especialmente hoje..

Wednesday, August 30, 2006

Excessos de Lenine?

É impressão minha ou o Lenine está sendo demasiadamente explorado pela mídia ultimamente..
Eu sei que o cara é um puta cantor e compositor, mas ele tá aí desde que minha vovó era mocinha e nunca vi darem tanto espaço pra ele como tão dando agora..
Como já fizeram com a Ana Carolina, Adriana Calcanhoto..


Bom, a gente só tem a ganhar, não?

Enfim.. só uns devaneios.. e porque eu tô vendo ele agora no Jô.. hehe

Monday, August 07, 2006

Joelho imobilizado.
Fim de semana dolorido.
Mas cada vez mais me sinto querida e isso é muito bom.
Cada vez mais descubro o quanto as coisas simples são as que me deixam mais feliz.
E apesar de não poder pular com as minhas pernas, meu coração saltita freneticamente.


hehe, piegas, mas necessário. ;D

Wednesday, August 02, 2006

Simples

Andar de mãos dadas.
Assistir filme e pipoquinha com os amigos.
Dançar na frente do espelho.
Comer algo quando se está com muita vontade.
Mascar chiclete.
Contemplar o silêncio.
Andar por aí.
Observar arquiteturas.
Fotografar.
Olhar nos olhos.
Abraçar.
Escutar a mesma música milhões de vezes.
Lembrar.
Chorar.
Andar de meia.
Jogar conversa fora.
Falar besteira usando alguém como travesseiro.
Observar pessoas.
Ler.
Beijar. E beijar.
Dormir quando se está muito cansado.
Tomar algo quente num dia frio.
Sentir o sol bater no rosto...


O que mais?

Monday, July 31, 2006

Comendo Bethânia

Eu já sabia que gostava desta mulher. Já sabia o quão irresistível ela era, e quão suave era a sua voz. Mas eis que dei pra baixar discos dela. E quem disse que eu consigo parar?


Olha, não ouse escutar Maria Bethânia cantando Vinicius. Não ouse!
É perigoso.. gostoso, mas perigoso... ;)