Lembrando que tem um blog...
A morte do carnaval
E passaram os confetes e as lantejoulas. E o bloco e a banda passaram. Ficaram os restos de alegria, os restos da multidão. O rascunho do sorriso, a sombra das sombrinhas.
A ladeira está orfã das pisadas, dos pulos, das risadas. Está lotada das latinhas, das poças e dos pares de sandálias e sapatos abandonados. As casas já fecharam suas janelas e as portas já não estão mais escancaradas. Agora é o abre-alas para o sofrimento, para as falsidades. Agora é o tambor das frescurinhas, é o pandeiro para a lama deixada.
O que eram dentes, agora é boca fechada. O que eram rugas de alegria, agora são lágrimas.
O vento levou as bandeiras e as saias. O sol castiga as cabeças destampadas. A chuva não quer refrescar, só vai aparecer quando as espumas voltarem. A lua apenas intensifica o clima de desfecho.
Já não há sentido nas melodias, nas batidas, nas marchinhas. Não adianta ser fora de época, o bloco e a banda já passaram. Os confetes e as lantejoulas também. Já foi a vez.
Não adianta chover e criar o arco-íris. Não adianta correr e buscar a fantasia amassada. Não adianta sorrir e lembrar da data. O colorido agora já não é mais nada.
E passaram os confetes e as lantejoulas. E o bloco e a banda passaram. Ficaram os restos de alegria, os restos da multidão. O rascunho do sorriso, a sombra das sombrinhas.
A ladeira está orfã das pisadas, dos pulos, das risadas. Está lotada das latinhas, das poças e dos pares de sandálias e sapatos abandonados. As casas já fecharam suas janelas e as portas já não estão mais escancaradas. Agora é o abre-alas para o sofrimento, para as falsidades. Agora é o tambor das frescurinhas, é o pandeiro para a lama deixada.
O que eram dentes, agora é boca fechada. O que eram rugas de alegria, agora são lágrimas.
O vento levou as bandeiras e as saias. O sol castiga as cabeças destampadas. A chuva não quer refrescar, só vai aparecer quando as espumas voltarem. A lua apenas intensifica o clima de desfecho.
Já não há sentido nas melodias, nas batidas, nas marchinhas. Não adianta ser fora de época, o bloco e a banda já passaram. Os confetes e as lantejoulas também. Já foi a vez.
Não adianta chover e criar o arco-íris. Não adianta correr e buscar a fantasia amassada. Não adianta sorrir e lembrar da data. O colorido agora já não é mais nada.
